lunes, 9 de noviembre de 2009

MARIANA MURCIA

1988, Bogotá - Colombia / Vive y trabaja en São Paulo

FORMACION

2006 / 2010 Mestra en Artes Plásticas e Historia del Arte en la Universidad de los Andes

(Bogotá - Colombia).

2009 Intercambio. Artes plásticas na ECA na Universidade de São Paulo.

EXPOSICIONES COLECTIVAS

2007 “re-traidos” Taller 8-64 (Bogotá - Colombia)

2008 “Sin Lineamientos” Galeria 4Nivel (Bogotá - Colombia)

2009 “Milano - Athina art exhibition” CAID, societas scientia et ars (Atenas - Grécia) (Milano - Itália)

2009 "Casa de citas" Museo de Antioquia (Medellin - Colombia)

2009 “Entreatos IV” Casa Contemporânea (São Paulo – São Paulo)

EXPOSICIONES INDIVIDUALES

2008 “Dulce Vacio”, Espacio de la Vitrina, departamento de Artes, Universidade de los Andes (Bogotá - Colômbia)

Papel Moneda






Para começar a escrever sobre a proposta, tenho que dizer que o projeto surgiu de minha condição de estrangeira aqui no Brasil, e de uma preocupação cotidiana com a que aprendi a conviver todos os dias, mas que levantou algumas perguntas com as que decidi trabalhar.

Sou da Colômbia, de Bogotá, uma cidade menor que São Paulo. Na Colômbia a moeda usada é o peso colombiano. A relação com o real é de um a um. Um real são 1000 pesos, só que em realidade essa conversão, desde aqui, não é tão simples porque a transação deve passar por dólares, ou seja, os pesos colombianos têm que se - trocar por dólares e os dólares se convertem em reais. Aí a relação entre as duas moedas muda e o real cobra força. Pensando nesta operação matemática quis materializar essa estranha especulação monetária que me afetava, e que na verdade há mais de um ano que esta afetando fortemente ao setor econômico do mundo inteiro.

Para tal exercício arrumei três notas, uma de mil (1000) pesos colombianos, uma de um (1) dólar, e outra de um (1) real. A ação foi a seguinte: com borrachas para lápis, brancas e correntes, comecei apagar cada uma das notas. O lixo da borracha foi acumulado e guardado, cada nota ficou quase em branco com tudo seu valor ao um lado fazendo uma grande montanha de lixo de borracha que tem as diferentes cores das diferentes notas.

O trabalho, embora de ter surgido de uma questão “invisível”, pois os valores de troco são concebidos desde a especulação, virou num resultado físico e material. O lixo da borracha é um indicio, tanto de uma ação física como de um contexto em que a economia mundial se debate. O valor do dinheiro, em sua concepção social, se perde e se coloca em evidencia sua condição física (um papel impresso), mas ganha o valor da matéria, que em vez de ser seu peso em ouro, é seu peso em resíduos do mesmo objeto que os apagou.

Dentro da instalação se incluem as notas que me foram dadas em cada compra que eu fiz nas casas de cambio; aí se colocam de fato as cifras trocadas e a quantidade de dinheiro que se “perde” em cada transação. Esse assunto de perdida é uma pergunta que jogo sobre a mesa, porque entre mais trocos menos dinheiro é, e é estranho porque o dinheiro existe, mas fica no ar, quero dizer, é uma cifra que ninguém vê, que ninguém percebe de fato e que só esta registrada em uma nota fiscal de troco.

(proyecto en proceso)

Ar de São Paulo


Desde hace 6 meses guardo todas las noches el algodon con el que me limpio la cara antes de dormir.
Casi siempre salen asi de negros, todo depende de la zona por la que me muevo cada dia. Por cada mes tengo un calendario y una especie de mapa armado con los algodones.

Este algodon es del dia 25 de Agosto de 2009.

Pedra Liquida




"Pedra Liquida" é um projeto que fiz especificamente pra mostra Entreatos IV na Casa Contemporânea, um espaço em construção que está em constantes mudanças na arquitetura, por isso o trabalho propõe um jogo com o espaço mesmo.

A casa se encontra na ultima fase de reconstrução, mas ainda existe num canto um pequeno quarto que vai ser destruído pra construir um novo. Nesse processo de destruição o trabalho se mexe e se impõe como uma resistência arquitetônica dentro da mesma arquitetura da casa.

Dentro desse pequeno quarto, que tem os dias contados, se joga uma montanha de concreto, desde o teto pingam gotas de água que com o tempo vão fazer do pó uma rocha solida que enche o espaço que se encontrava vazio, pronto para ser tirado.

Todo cabe en una hoja de papel










Todo cabe en una hoja de papel es un video.
Este video es sobre diferentes referentes que he tenido a lo largo de mi carrera como artista, los referentes son de todas partes del mundo.
Estudiar arte en un pais como Colombia implica diferentes formas de aprender y aproximarse a la historia del arte. Mi fuente principal de informacion son las bibliotecas, quiere decir que generalmente estoy acostumbrada a ver las obras de arte dentro de una pagina (puede ser de algun libro o de internet). Siguiendo ese orden de ideas, pense en hacer una reinterpretación de algunas obras de algunos de mis artistas favoritos dentro de una hoja de papel, tratando de usar la forma mas economica de resolver este tipo de inventario que trata acercarse a la historia del arte y el arte contemporaneo desde mi pequeño taller en Bogota (una ciudad Latinoamericana). La decision de mostrar el proyecto en video me parecio la mejor manera de hacerlo, porque el enfoque de la camara y mis manos ejecutando acciones rapidas y precisas, dan la sensacion de una mirada propia, que habla de obras importantes usando simplemente una hoja de papel, entonces no importa si los artistas mencionados no son reconocidos por el publico, estoy segura que alguna vez habran usado una hoja blanca y se habran dado cuenta que todo cabe en una hoja de papel.

Dulce Vacio



Una vitrina de 2m de alto, 1m de ancho y 30cm de profundidad.
150 algodones de azucar se acomodan dentro de la vitrina hasta llenarla.
La vitrina se cierra por completo.
Durante 15 dias, el espacio que ocupa el aire que compone los algodones de azucar se desocupa y se hace evidente la idea de una presencia invisible dentro de la vitrina.
Aquellas nubes rosadas y esponjosas se reducen a una pesada roca de dulce rosa.

descripcion




Instalacion de 5 fotografias
5 fotos en 5 cajas de acrilico estan conectadas a una bolsa de suero por un sistema de mangueras, la bolsa de suero y su sistema de mangueras deja correr un liquido transparente dentro de las cajas, el liquido esta hecho para que borre las imagenes. Cuando la primera caja (de arriba a abajo) se llena, deja escapar el liquido dentro de la siguiente caja y asi sucede consecutivamente. Entre mas uso se le da al mismo liquido, menos efectivo es en el desvanecimiento de la imagen. La ultima caja expulsa todo el liquido junto con los restos de las 4 imagenes anteriores al piso. Cada foto muestra una imagen de mi linea directa de ancestras. El orden de arriba a abajo es : Mi tatarabuela Rosa, mi visabuela Sofia, mi abuela Vera, mi mamá Maria Isabel y finalmente yo. Cada foto se borra de una manera diferente, entre mas arriba se este en la escala menos tinta sobrevive.


1 km


Un rollo de papel blanco de 1000 metros
Una lista escrita sobre el papel de objetos que quiero
Una bola de nieve (papel) que se hace y crece a medida que consigo lo que quiero
Una linea de un kilometro hecha de objetos que ya no quiero


(obra en proceso)